Home Links Contato
  Menu
  Coordenação e membros do GT HEGEL
  Atas do GT HEGEL
  Relatórios enviados a ANPOF
  Teses e Dissertações on-line
  Boletim hegeliano
  Links
Banco de Teses e Dissertações on-line sobre Hegel
DISSERTAÇÕES DE MESTRADO

Título: O aspecto positivo da moralidade na filosofia do direito de Hegel
Autor: Barbiere, Greice Ane.
Orientador: Pertille, José Pinheiro
Data: 2009
Nível: Mestrado
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/16880
Resumo: A seção "Moralidade", da Filosofia do Direito, de Hegel, geralmente é compreendida a partir de sua crítica à filosofia prática kantiana, e essa crítica é usualmente focalizada no formalismo moral que deriva do princípio do dever-ser (Sollen). Frente a esse cenário, o presente trabalho tem a intenção de mostrar que além dessa crítica à filosofia kantiana, a Moralidade de Hegel, descrita no percurso do Espírito Objetivo, tem como base justamente o conceito de dever-ser. Amparada na estrutura lógico-discursiva da suspensão (ou suprassunsão - Aufhebung), característica do movimento dos textos hegelianos, a idéia é mostrar que além do aspecto negativo do puro raciocínio moral, que se fixa em um dever que não se faz ser, existe um aspecto positivo nesse dever que pauta as exigências próprias da universalidade necessária para a efetivação da liberdade. De uma maneira mais específica, para Hegel, toda ação (Handlung) é uma atividade (Tätigkeit) e, assim, a estrutura ontológica da ação deve ser procurada na atividade, que é o pressuposto lógico e natural da existência de uma ação. Mas, nem toda atividade é uma ação, pois essa é uma explicitação da vontade subjetiva no Espírito Objetivo, implicando assim uma consciência de si moral, enquanto condição para uma efetiva objetivação de sua liberdade. Para tanto, esta dissertação inicia-se com uma análise do conceito de atividade presente na Ciência da Lógica e sua relação com a atividade enquanto ato (Tat) da natureza. A seguir, trata-se da ação na natureza humana, a qual efetiva o aspecto livre da natureza por meio do espírito. Finalmente, analisa-se o conceito de dever-ser, suas pretensões, validade e limite para a resolução da relação entre finito e infinito, elemento crucial para a compreensão da totalidade ética enquanto suspensão das determinações do direito e da moral.

Título:A dialética das modalidades como fundamentação lógica do processo de autodeterminação da vontade
Autor:Carvalho, Alberto José Vinholes de
Orientador:Luft, Eduardo.
Data:2008
Nível:Mestrado
Instituição:PUCRS, Fac. de Filosofia e Ciências Humanas
Link de acesso: http://verum.pucrs.br/F/FX89AIYQFAJ3FUXGNBK3QDXE1XNCG91GSN13D2I2S3HMNC7MLK-29085?func=full-set-set&set_number=000193&set_entry=000048&format=999
Resumo Para Hegel, liberdade pressupõe determinação que, segundo o autor, é o resultado de um movimento necessário de autodeterminação do Absoluto. Hegel, na Filosofia do Direito expõe os movimentos de autodeterminação da ?vontade?, que aparecem como uma explicitação do movimento interno do sujeito, a partir do qual é justificada sua inclusão no processo de aprendizado ético. O autor, em vários momentos, indica a Ciência da Lógica como fonte dos elementos complementares àqueles apresentados na Filosofia do Direito, a fim de obtermos uma melhor compreensão da necessidade de tal processo. O movimento de autodeterminação da ?vontade?, explicitado na Filosofia do Direito, apresenta uma similaridade com o processo de autodeterminação do Absoluto, que o autor expõe na Ciência da Lógica no capítulo sobre a Dialética das Modalidades. Nas rodadas: formal, real e absoluta, o autor, por meio da articulação entre possibilidade, contingência e necessidade, apresenta o processo de autodeterminação do Absoluto. Neste sentido, a Ciência da Lógica antecipa e esgota as questões que balizam as noções de moralidade e eticidade.

Título: Repensando o Estado moderno na Filosofia do Direito de Hegel : a herança contratualista e a primazia da política à luz da liberdade substantiva
Autor: Chamma, Verrah.
Orientador: Rosenfield, Denis Lerrer
Data: 2009
Ní vel: Mestrado
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/22984
Resumo: A exposição dos limites do Contratualismo como teoria capaz de explicar a natureza do Estado moderno e o redimensionamento do estatuto da liberdade subjetiva são o ponto de partida para a discussão do Estado não como restrição, mas como ampliação da liberdade e, mais especificamente, como a instância máxima da autodeterminação da vontade livre, ou seja, como a sua universalização e objetivação plenas. A realização substantiva da liberdade da vontade resulta em uma nova forma de participação dos interesses privados na esfera pública e política. A compreensão especulativa das condições concretas em que surgiram os Estados é apresentada como uma filosofia da História e são a alternativa de Hegel ao pensamento liberal-contratualista.

Título:Lógica da alteridade de Hegel : uma leitura lógica da figura do senhor e do servo segundo P.-J. Labarrière
Autor:Costa, André Oliveira
Orientador:Bavaresco, Agemir.
Data:2008
Nível:Mestrado
Instituição:PUCRS, Fac. de Filosofia e Ciências Humanas
Link de acesso:http://verum.pucrs.br/F/FX89AIYQFAJ3FUXGNBK3QDXE1XNCG91GSN13D2I2S3HMNC7MLK-29090?func=full-set-set&set_number=000193&set_entry=000049&format=999
Resumo Este trabalho tem como temática central o estatuto da alteridade dentro da Filosofia de Hegel. Pretende-se compreender a Filosofia hegeliana através da alteridade como conceito fundamental para sua estrutura. Trataremos, portanto, de verificar como a Filosofia hegeliana, ao contrário do que afirmam os críticos da totalidade, está afastada do modelo da Identidade e próxima ao que é denominado de modelo da ?Identidade da Identidade e da diferença?, visto que nesta a alteridade não é anulada, mas suprassumida (negada, conservada e elevada). Para tanto, nos apoiaremos na leitura de Labarrière sobre a alteridade em Hegel, diferenciando esta posição das da Kojève e Hyppolite. A Filosofia de Hegel, para Labarrière, apresenta o silogismo que leva a unidade à diferença de seus extremos (imediatidade imediata e imediatidade mediada). Para isso, entretanto, faz-se necessária a presença do termo médio como função reflexiva. Assumimos a compreensão assumida por Labarrière de que também ?há uma lógica por trás da consciência?. Nosso trabalho, dessa forma, ao delimitar o tema da alteridade na esfera da subjetividade, pretende verificar o estatuto deste conceito na figura do Senhor e do Servo. A lógica que está por trás da Fenomenologia do Espírito apresenta as categorias da Ciência da Lógica. Assim, tomaremos a figura do Senhor e do Servo como momento lógico correspondente à lógica da Essência. Nesta figura, encontramos a passagem de uma relação da consciência com o mundo para uma relação intersubjetiva, isto é, a consciência toma reflexivamente outra consciência como objeto. Para Hegel, a formação de uma autoconsciência só pode ocorrer pela situação de intersubjetividade. A constituição de uma alteridade subjetiva e o reconhecimento do outro como igual, portanto, é necessária para a emergência da autoconsciência.

Título: Liberdade : Hegel e os contrapontos de Ernst Tugendhat e Isaiah Berlin
Autor: Emery, Emerson Baldotto
Orientador: Luft, Eduardo.
Data: 2010
Nível:Mestrado
Instituição: PUCRS, Fac. de Filosofia e Ciências Humanas
Link de acesso:http://verum.pucrs.br/F/FX89AIYQFAJ3FUXGNBK3QDXE1XNCG91GSN13D2I2S3HMNC7MLK-26362?func=full-set-set&set_number=000193&set_entry=000004&format=999
Resumo: Este estudo descreve e analisa o conceito hegeliano de liberdade e o contrapõe ao enfoque de dois de seus críticos: Ernst Tugendhat e Isaiah Berlin. O objetivo é a compreensão das implicações dos conceitos expostos à realidade atual, como ferramenta de interpretação dos limites de liberdade individual e social presentes nas sociedades modernas. O eixo da análise é o sistema de filosofia prática de Hegel, que mostra o conceito de liberdade como efetivação do Espírito Absoluto que só alcança sua plenitude no estágio de desenvolvimento social representado pelo Estado. Trata-se de uma visão que enaltece as conquistas e possibilidades humanas, porém, restringe o agir livre por meio da submissão da liberdade negativa à liberdade positiva, dada pela autodeterminação do agente racional. O confronto das idéias hegelianas com as concepções de Tugendhat e Berlin clareia os caminhos pelos quais o argumento de uma solução estritamente racional alcança um resultado autoritário, contrário aos conceitos correntes de liberdade. Para Berlin o monismo deve ser refutado e há ao menos duas formas de liberdade, negativa e positiva, a primeira, condição para a segunda. Tugendhat alerta para a impossibilidade da vida social e moral sob a liberdade de Hegel, afirmando inexistir sociedade sem o conceito de responsabilidade, que se extingue com extrema limitação ou inexistência de escolha.
Afirma que Hegel substitui a decisão por reflexão pela confiança no Estado ético, o indivíduo livre hegeliano não decide, acata, alijando sua consciência moral privada para considerar apenas a lei. A conclusão constata que os três autores não crêem ser o necessitarismo plausível, fundamentado em que sua efetivação tornaria sem sentido muitos aspectos da vida social que a humanidade conhece, e verifica na história um aumento da complexidade do conceito de liberdade para sua aplicação prática, em decorrência do imbricamento do que seja liberdade com as condições de liberdade e pelo aumento das dimensões daquilo que hoje se poderia considerar um mínimo necessário para a constatação do que é ser livre. Constata que os limites para o exercício da liberdade não são tão extensos como se pensava o que abre espaço para a especulação de um novo conceito moral monista.

Título: O conceito de Estado e o de liberdade de imprensa na filosofia do direito de G.W.F. Hegel
Autor: Konzen, Paulo Roberto.
Orientador: Pertille, José Pinheiro
Data: 2007
Ní vel: Mestrado
Instituição:Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12095
Resumo: O conceito de Estado e o de liberdade de imprensa ou de comunicação pública, expostos na Filosofia do Direito de G. W. F. Hegel, são constitutivos e essenciais na compreensão da Filosofia do Espírito Objetivo e do Sistema hegeliano. Na dissertação, em busca de esclarecimento ou do engendramento onde tais elementos poderiam ser examinados, primeiramente, como base, apresenta-se quais são as principais determinações do conceito hegeliano de filosofia ou de ciência especulativa ou filosófica; depois, no segundo capítulo, qual é a importância da seção Esprito Objetivo e do texto Filosofia do Direito em tal Sistema Filosófico, para, então, analisar o conceito de Estado e o de liberdade em geral; e, por último, no terceiro momento, como cume e aspecto especí fico da pesquisa, fundamentado nos elementos iniciais, o que seja o conceito de liberdade de imprensa ou de comunicação pública. Ao analisar o texto hegeliano, através de uma leitura crítico-filológica e histórica, sobretudo do § 319, compreende-se que Hegel, quando da apresentação do seu conceito de liberdade de imprensa, não busca justificar a realidade estatal existente na Prússia, mas visa promover a efetivação da liberdade. Apesar de Hegel não poder se expressar de forma livre em 1820, isso não compromete os elementos e a devida conexão da sua Filosofia do Espírito Objetivo ao todo de sua filosofia; pois, além de constatar que ele não redigiu nada sem antes o ter pensado, sua Filosofia do Direito, como obra de filosofia política, expõe o seu conceito de Estado e não a forma estatal vigente em seu tempo, aspecto que se torna mais evidente quando se examina o seu conceito de liberdade da comunicação pública ou de liberdade de imprensa; o qual, enfim, caracteriza e enaltece o Sistema Filosófico de Hegel, sempre trabalhando em prol da efetiva-ção da liberdade, enquanto forma concreta de relação entre os seres humanos.

Título: Sobre a justificação hegeliana dada por Lacan para a função criadora da fala
Autor: Marcon, Heloisa Helena.
Orientador: Rosenfield, Kathrin Holzermayr Lerrer
Data: 2003
Ní vel: Mestrado
Instituição: Universidade Federal da Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Curso de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/3642
Resumo: Resumo não disponível.

Título:A reestruturação da eticidade : a atualização do conceito hegeliano de eticidade na teoria do reconhecimento de Axel Honneth
Autor:Melo, Filipe Augusto Barreto Campello de
Orientador: Luft, Eduardo.
Data:2008
Nível:Mestrado
Instituição:PUCRS, Fac. de Filosofia e Ciências Humanas
Link de acesso:http://verum.pucrs.br/F/FX89AIYQFAJ3FUXGNBK3QDXE1XNCG91GSN13D2I2S3HMNC7MLK-29935?func=full-set-set&set_number=000193&set_entry=000058&format=999
Resumo O trabalho tem como objetivo encontrar na teoria de Axel Honneth uma proposta de atualização do conceito hegeliano de eticidade (Sittlichkeit), reestruturado a partir de um modelo assentado em esferas comunicativas de reconhecimento. Situado no quadro teórico que se configura entre Hegel e Honneth, tem-se em vista precisar a caracterização que o conceito hegeliano de eticidade adquire no tratamento contemporâneo. O desenvolvimento da argumentação será desdobrado em três partes. Inicialmente, apresentam-se as linhas gerais que permeiam a idéia original de Hegel do vínculo entre reconhecimento e eticidade. Em seguida, expõe-se a literatura crítica acerca de problemas da abordagem hegeliana, visando expor a plausibilidade da atualização da eticidade a partir da revisão do conceito hegeliano de espírito e do tratamento especulativo do reconhecimento. A terceira parte discute a reatualização de Hegel na teoria de Honneth, na qual é apresentada, num primeiro momento, a exposição do modelo de eticidade proposto por Honneth em Luta por Reconhecimento. Procura-se sustentar que a teoria de Honneth, ao propor uma ?gramática moral dos conflitos sociais?, propicia uma consistente articulação entre a intuição original de Hegel de eticidade e o estabelecimento de uma base mais sólida proporcionada pela inflexão empírica, no marco de um projeto de atualização que busca adaptar a proposta de Hegel às exigências do pensamento pós-metafísico. Num segundo momento, é apresentada a proposta honnethiana de atualização da Filosofia do Direito de Hegel, cuja perspectiva é orientada para a remodelação do conteúdo normativo das esferas da eticidade. A partir da discussão da teoria de Honneth, esta análise tem em vista indicar novas possibilidades de retorno a Hegel, relido a partir de novos padrões conceituais.

Título:O papel do escravo em Aristóteles e Hegel
Autor:Nicuia, Eurico Jorge
Orientador: Weber, Thadeu.
Data:2009
Nível: Mestrado
Instituição:PUCRS, Fac. de Filosofia e Ciências Humanas
Link de acesso: http://verum.pucrs.br/F/FX89AIYQFAJ3FUXGNBK3QDXE1XNCG91GSN13D2I2S3HMNC7MLK-00567?func=full-set-set&set_number=000193&set_entry=000032&format=999
Resumo A presente dissertação tem por objetivo analisar o papel do escravo em Aristóteles e em Hegel, tendo presente os contextos histórico-filosóficos da escravidão no primeiro capítulo; bem como a abordagem filosófica da escravidão em Aristóteles e em Hegel no segundo capítulo; finalmente, debruçar-se-á sobre o papel do escravo nos dois filósofos, no terceiro capítulo onde destacamos os seguintes: i) doméstico, o único papel descrito por Aristóteles porque o escravo não participava de outras atividades da cidade ii) lógicoontológico ou a relação interdependente entre as duas consciências-de-si que buscam a certeza-de-si através do aparecer da outra consciência, pela submissão e trabalho da consciência escrava que constituem as formas de luta pela sobrevivência de ambas as consciências. Por conseguinte, ainda neste papel, aborda-se a dimensão social da pessoa humana através da categoria da alteridade, pois é inconcebível o ?Eu? sem a existência do ?Outro?; iii) ético-político, a partir da teoria do reconhecimento - uma teoria filosófica moderna que conta com a categoria da intersubjetividade que torna possível a formação da consciência individual, o reconhecimento dos sujeitos na sociedade e no Estado e à conquista da liberdade; iv) gnosiológico a partir da dialética entendida como método e sistema científico a partir dos três momentos da evolução do conhecimento: tese, antítese e síntese. Em Hegel, para que o conhecimento seja verdadeiro, absoluto, científico deve passar por uma enunciação ou afirmação da realidade que se pretende expor (tese); seguindo-se pela crítica ou ?negação? de dados ou afirmações colocadas (antítese) e, por fim, o ?desenvolvimento de uma nova afirmação, assumindo pontos importantes e permanentes da posição original, ampliando-a? (síntese).Trata-se do mesmo processo que ocorre na dialética do senhor e do escravo.

Título: Crime e castigo na Filosofia do Direito de Hegel : um estudo sobre o fundamento da autoridade de punir
Autor: Peixoto, Katarina Ribeiro.
Orientador: Rosenfield, Denis Lerrer
Data:2006
Nível: Mestrado
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13820

Título: Hegel e a formação para a liberdade
Autor: Silva, Matheus Pelegrino da.
Orientador: Pertille, José Pinheiro
Data:2010
Ní vel: Mestrado
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/26734
Resumo A presente dissertação analisa o modo como Hegel concebe e defende um modelo de formação do indivíduo para a liberdade. Com tal propósito em vista, a dialética do senhor e do escravo são analisada, inicialmente em um estudo sobre as circunstâncias em que tal situação ocorre, e, posteriormente, com o propósito de apontar de que modo este tema da filosofia hegeliana contribui para a caracterização de sua perspectiva no que diz respeito à questão da formação de um indivíduo livre. Em um segundo estágio, são apresentadas as diferentes instâncias pelas quais passa o indivíduo em seu percurso de formação, e é analisado em que medida tais instâncias cumprem os objetivos a elas atribuídos. Nesse contexto, o trabalho é objeto de especial atenção, sendo apresentado como meio de libertar o indivíduo de suas necessidades. São expostas as relações existentes entre as necessidades e os meios para a satisfação das mesmas, assim como um dos impedimentos à satisfação das necessidades, a pobreza. Em seguida, as soluções propostas por Hegel são apresentadas, e igualmente o são as críticas que lhe podem ser interpostas. Como desenvolvimento subsequentente, estuda-se o surgimento da plebe como resultado da pobreza, e, vinculado a este tema, como seria possível combater o comportamento egoísta que se apresenta tanto entre os membros da plebe quanto entre os membros de diferentes grupos da sociedade. Também são avaliados os motivos apresentados para justificar a punição dos criminosos e a possibilidade de que a punição esteja vinculada à formação do indivíduo para a liberdade. Por fim, na conclusão são reunidos os resultados parciais para elaborar uma análise conjunta do projeto de Hegel e igualmente da contingência dos argumentos que o apoiam.

Título:Justiça como integridade : interlocuções entre Dworkin e Hegel
Autor:Roesler, Ednilson José
Orientador:Weber, Thadeu.
Data:2008
Nível:Mestrado
Instituição:PUCRS, Fac. de Filosofia e Ciências Humanas
Link de acesso:http://verum.pucrs.br/F/FX89AIYQFAJ3FUXGNBK3QDXE1XNCG91GSN13D2I2S3HMNC7MLK-32688?func=full-set-set&set_number=000193&set_entry=000063&format=999
Resumo Esta dissertação tem como interesse principal a elucidação da teoria da justiça de Dworkin à luz do pensamento hegeliano. A elaboração desta teoria configura um marco no que se refere ao tratamento do Direito com bases fundamentais nos princípios. O autor empreende uma convicta luta contra os ideais do positivismo e o utilitarismo que, na sua visão, engessam de tal modo a aplicação do Direito que impedem a concreta efetivação da justiça. A referência à filosofia de Hegel infere um peso filosófico à análise da teoria da integridade. A integridade é aceita como uma virtude dialética que atua como mediadora do processo conflituoso verificado no âmbito da justiça e da equidade. O fomento desta teoria resulta de um processo interpretativo, denominado de construtivo que culmina na tese da única resposta correta, artifício de contestação dos dogmatismos do positivismo. A caracterização da teoria da justiça como integridade passa pela aceitação da comunidade dos princípios morais, da imbricação entre justiça e moral, pelo reconhecimento do movimento interpretativo e da participação ativa dos processos históricos na formação da teoria da justiça. Estas características fornecem subsídios para a vitalidade desta teoria no que tange a sua aceitação nos meios jurídicos e filosóficos.
A aproximação com o pensamento hegeliano mostra um duplo desafio: situar a teoria da justiça como integridade no contexto filosófico e jurídico e analisar as contribuições do pensamento hegeliano no fortalecimento das teorias da justiça contemporânea. A escolha por Hegel remonta da sua concepção de totalidade e da possibilidade de apresentar traços liberais em sua teoria. A interlocução entre os dois autores e suas teorias é possível através da dinâmica dialética presente em ambos. Hegel edifica todo seu sistema filosófico sob as linhas conceituais da dialética. O mesmo procede em relação à Dworkin que estabelece a teoria da integridade como um momento de superação e conservação dos valores presentes nos ideais superados da justiça e da equidade. A viabilidade dessa interlocução só é possível nos termos de uma possível crítica em relação às duas teorias. Obviamente não há como considerar a perfeita adequação de uma a outra, mas é possível uma comunicação aberta entre elas.

Título:Do idealismo transcendental ao idealismo absoluto
Autor:Salvadori, Mateus
Orientador: Luft, Eduardo.
Data: 2010
Nível: Mestrado
Instituição:PUCRS, Fac. de Filosofia e Ciências Humanas
Link de acesso:http://verum.pucrs.br/F/FX89AIYQFAJ3FUXGNBK3QDXE1XNCG91GSN13D2I2S3HMNC7MLK-26527?func=full-set-set&set_number=000193&set_entry=000018&format=999
Resumo:Esta dissertação tem como objetivo investigar a superação do idealismo transcendental kantiano realizada pelo idealismo absoluto hegeliano. Os argumentos hegelianos em prol da superação do dualismo entre coisa-em-si e fenômeno serão detalhados e postos à prova. Enquanto Kant salienta que a metafísica como ciência é impossível, ou seja, os objetos que as Idéias transcendentais denotam estão além do espaço e do tempo, não existindo nenhum objeto no mundo sensível correspondentes a ela e, portanto, não podem ser conhecidas, pois não afetam a sensibilidade, Hegel apresenta a realidade como sujeito e nega qualquer forma de cisão entre o ser e o pensar.

Título: A estrutura lógica dos poderes do Estado na Filosofia do Direito de G. W. F. Hegel
Autor: Tinajeros Arce, Gonzalo Humberto
Orientador: Rosenfield, Denis Lerrer
Data: 2009
Nível: Mestrado
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Programa de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/28208
Resumo: O conceito engoblante (Inbegriff) de Estado é composto de micros conceitos internos chamados de momentos: ?) Momento interno da singularidade (-S-) do Estado (conceito do ?poder do príncipe?); ?) Momento interno da particularidade (-P-) do Estado (conceito de ?poder governativo?); ?) Momento interno da universalidade (-U-) do Estado (conceito de ?poder legislativo?). Estes momentos internos do Estado desenvolvem-se e conservam-se (Aufheben) de forma dialética especulativa em suas particularidades conceituais próprias (determinidades); Assim como suspendem-se ou elevam-se (Aufheben) de suas determinidades próprias a um nível macro de determinação conceitual universal, enquanto que os momentos (mediador se está na relação de extremo e mediado se está na relação de termo médio) são elementos internos dos silogismos especulativos do conceito poder do Estado (Staatsgewalt).

Título:A corporação como instância sociopolítica antecipadora do Estado na Filosofia do Direito de Hegel
Autor:Ximenes, João de Araújo
Orientador:Bavaresco, Agemir.
Data: 2010
Nível:Mestrado
Instituição:PUCRS, Fac. de Filosofia e Ciências Humanas
Link de acesso: http://verum.pucrs.br/F/FX89AIYQFAJ3FUXGNBK3QDXE1XNCG91GSN13D2I2S3HMNC7MLK-26784?func=full-set-set&set_number=000193&set_entry=000022&format=999
Resumo:Esta dissertação aborda o conceito de Corporação, na obra Filosofia do Direito publicada por Hegel em 1820/21, com o objetivo de lançar luz sobre esta temática. Pois, a Corporação é considerada uma instituição mediadora, inserida na Sociedade Civil-Burguesa, cuja importância se deve, principalmente, pelas suas características de instituição social e política. Esta dupla característica motivou a seguinte pergunta: Como as Corporações, consideradas como uma instância da Sociedade Civil-Burguesa, tratadas por Hegel na Filosofia do Direito, efetuam a sociabilidade que tem a força de formar ?a interdependência e a integração dos indivíduos?? Com o intuito de oferecer uma resposta, essa dissertação foi escrita em três capítulos: 1) A instituição da liberdade na Filosofia do Direito, no qual se buscou estabelecer uma conexão entre a Corporação e o conceito central da obra: a liberdade; 2) Mediação das Corporações na Sociedade Civil-Burguesa, no qual se buscou mostrar os principais elementos que compõem a Corporação, enquanto instituição; e, finalmente, 3) A Corporação entre a juridificação e o reconhecimento, no qual se buscou estabelecer uma leitura hermenêutica atual da obra e desse conceito.


TESES DE DOUTORADO

Título: O problema do começo da lógica em Hegel
Autor: Back, João Miguel
Orientador: Luft, Eduardo. Orientador
Instituição: PUCRS, Fac. de Filosofia e Ciências Humanas
Link de acesso: http://verum.pucrs.br/F/JF68PM1SP3VBFAUPXKHHSTCN6F4LGNBPGA1RNJ6D23LLI85FFN-04381?func=full-set-set&set_number=000593&set_entry=000003&format=999
Resumo: Investigaremos o problema do começo da Lógica em Hegel, considerando as questões pertinentes que possam advir de um sistema de pensamento lógico dialético que propõe a reflexão sobre o seu começo. Não obstante, serão examinadas também as implicações que um novo olhar sobre o começo da Lógica possa projetar sobre algumas questões da tradição filosófica, tais como, as refletidas na ideia clássica de substância, com a noção de causalidade a ela vinculada e a compreensão de método e fundamento, bem como as posições de Fulda e Puntel a respeito desse problema. Pela Lógica, Hegel oferece elementos significativos para um autoexame da racionalidade que tem pretensão de autocompreender-se como sujeito. Ancorado no movimento imanente do Conceito, essa racionalidade mostrase inclinada à má reflexividade circular, fechando-se sobre si mesma, sem garantir um espaço lógico permanente para o novo, o contingente. O problema do começo mostra que a pretensão de saber absoluto, como postulou Hegel, é incompatível com um processo dialético rigoroso.

Título: Faculdade do espírito e riqueza material : face e verso do conceito "vermögen" na filosofia de Hegel
Autor: Pertille, José Pinheiro
Orientador: Rosenfield, Denis Lerrer
Data: 2005
Nível: Doutorado
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Curso de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/5491
Resumo: não disponível

Título: Certeza sensível e significação na Fenomenologia do Espírito de Hegel
Autor: Rodrigues, Welington Silva
Orientador Rosenfield, Denis Lerrer
Data: 2008
Nível: Doutorado
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Curso de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/15551
Resumo: O texto que se segue trata da certeza sensível e da significação na obra de nome Fenomenologia do Espírito de Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Mostramos que Hegel elabora na Certeza Sensível uma teoria da significação que estabelece condições necessárias para o exercício mesmo da filosofia.

Título: Consciência-de-si e reconhecimento na Fenomenologia do Espírito e suas implicações na Filosofia do Direito
Autor: Soares, Josemar Sidinei
Orientador: Rosenfield, Denis Lerrer
Data: 2009
Nível: Doutorado
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Curso de Pós-Graduação em Filosofia.
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/16899
Resumo: Este trabalho pretende demonstrar a importância e o papel da consciência de si no desenvolvimento da Filosofia do Direito, de forma que se possa estabelecer uma relação entre esta obra e a Fenomenologia do Espírito. Na Fenomenologia, a consciência de si apresenta-se como a consciência prática, que vive situações atemporais da existência humana, como o desejo, o reconhecimento, e a luta por independência, isto é, situações que não são particulares de algum momento histórico, mas a todos eles. Sendo assim, estas experiências repercutem no trabalho racional do indivíduo, que na Filosofia do Direito, como pessoa, sujeito, e membro da comunidade, realiza, conforme sua vontade livre, a Idéia de Liberdade. Neste sentido, o objetivo é comprovar como estas experiências da consciência de si podem influenciar as dimensões políticas e jurídicas, tendo como ponto de partida que o §142 da Filosofia do Direito apresenta o conceito de Eticidade como fundamentado na consciência de si. Ademais, para se reforçar a relação entre as duas obras, será apresentada também a seção da Fenomenologia também intitulada como Eticidade, que naquele caso, apresenta-se como o desenvolvimento do mundo grego, de forma que se possa conhecer a relação e as diferenças entre os dois modelos éticos.
Web Master: Danilo Vaz Curado - danilocostaadv@yahoo.com.br